Os 4 pesadelos que mais afligem a sociedade atual

Os 4 pesadelos que mais afligem a sociedade atual

Neste planeta, todos embarcamos bons; o sistema é que é ruim. Nós embarcamos e desde o nosso embarque, vamos sendo alienados e tutelados pela nossa cultura (sexo, tempo, dinheiro). E, desde pequenos, a alienação, que é o resultado das nossas revoluções, vai nos vendendo quatro sonhos que, na verdade, são quatro pesadelos:

1º) O pesadelo da Posse

Somos condicionados a acreditar que felicidade é a pessoa ter casa, carro, fazenda, bois, uma mulher (marido), filhos, dinheiro no banco, etc. Isso é posse, não é sonho. Para ter essas coisas, a pessoa vai ter de explorar alguém. E para manter essas coisas, ela terá de ficar 24 horas por dia “ligada”, para que os outros não as tirem dela.

Devemos ter sempre em mente que aqui nada é permanente. Não há onde, nem como se agarrar. “Nós estamos aqui, mas não somos daqui”. Essa é a Síndrome do Vazio Interior, este “está” sempre faltando alguma coisa. Isso é o pesadelo do ter.

2º) O Pesadelo do Turismo

A nossa cultura acredita que viajar e conhecer outros lugares são um sonho. Exemplo: ir a Paris, Nova York, Londres, Aparecida do Norte, etc. Isso não é um sonho, é turismo. Podemos viajar para qualquer lugar e assim que voltarmos, vamos querer conhecer outro lugar, e assim por diante. Podemos fazer isso a vida inteira e nunca estaremos satisfeitos (Síndrome do Vazio Interior). Estará sempre faltando algum lugar para conhecermos. Isso não é realização, é turismo.

3º) O Pesadelo do Consumo

É essa falsa necessidade de comprar toda novidade que é lançada no mercado e que quase nunca é necessária. E só compramos para mostrar que estamos atualizados. Na verdade, na frustração de uma realização ou na falta de uma proposta que tenha relevância, vamos fazendo o que não gostamos para sobreviver.

Com o resultado financeiro dessa proposta, vamos comprando um monte de inutilidades, tentando preencher este vazio interior, porque está sempre faltando alguma coisa.

4º) O Pesadelo das Religiões

Voltaire: “Aqueles que são capazes de convencê-lo de absurdos são capazes de fazê-lo cometer atrocidades”.

Não sei ao certo qual foi à razão ou qual foi a idiotice que levou a nossa cultura a reverenciar o que os homens que se dizem de “Deus” escreveram e disseram sobre o planeta ser só nosso; que ele foi criado para nós tomarmos conta, e que poderíamos fazer dele o que nós bem entendêssemos.

E, desde a revolução agrícola, as religiões vêm fazendo as guerras. Cada religião, cada congregação, vende que o “Deus” da sua Igreja é o “Deus” certo, que o “Deus” da sua congregação é o perfeito.

Hoje, essa superpopulação à deriva, sem utilidade, sem proposta e sem causa, sobrevivendo nessa poluição mental e ambiental, as religiões alegam que temos de preencher essa falta de alguma coisa, essa lacuna, esse tal vazio interior, essa tal insatisfação; temos que preencher com Deus. Inclusive já assassinaram milhões de pessoas em nome de “Deus”. E a única coisa que quase todas as religiões têm em comum é que para ser adepto, a pessoa tem de aceitar Deus. O que é aceitar Deus?

É andar reto, não beber, não fumar, não ser promíscuo, respeitar a família, amar pai e mãe, passar longe dos sete pecados capitais. Ah, e o mais importante, ganhar o pão com o suor do seu rosto. Como uma pessoa pode aceitar esse Jesus, filho de Deus, se vive mal com a mulher (ou o marido) e não sente mais prazer nem tolerância no convívio com ela (ele)? Se o trabalho que faz é uma tortura e ele não vê alternativa para sair dessa situação, já que não há emprego e a população continua a crescer? Mora-se mal, não se tem segurança, não se tem a menor ideia do que ensinar ou de como educar os filhos? A aflição pela sobrevivência é tanta que todo dia tem de tomar remédio para dormir, para ir ao banheiro, para o sexo, para o estômago, para dor de cabeça…

Tudo é muito frustrante quando a pessoa tem a certeza de que o que está fazendo qualquer um faria, sente que ela não faz a menor diferença; sente que se desembarcar daqui hoje, não fará a menor falta nem para a família nem para o planeta; se sente que está passando por esta vida despercebidamente; vive-se todos os dias correndo sem saber para quê nem porquê; a única certeza que tem são as contas (espada afiada do sistema), a vida está escoando pelo ralo.

Aceitar esse Deus, na concepção de todas as religiões é ser uma ovelha, um cordeiro; aceitar esse Deus é deixar que coloquem um cabresto na nossa sabedoria. Só nos colocam essa viseira quando estamos fragilizados, impotentes, sem rumo, sem identidade, errantes, inseguros, sem informação, ignorantes, ou quando somos idiotas sem personalidade.

Napoleão Bonaparte: “A religião é ótima para manter as pessoas comuns caladas”.

Na falta de uma identidade, conhecimento, informação, as pessoas comuns estarão sempre procurando um ídolo. Deixarão de ser eles mesmos e começarão a seguir os outros. E, seguindo o outro, alguma coisa está errada conosco. Quando seguimos o outro, perdemos nossa referência. As religiões não nos querem indagando, questionando, buscando. As igrejas querem um ser amistoso, medroso e manipulável. Somos obrigados a engolir e nos aceitar como pecadores. Temos de abaixar a cabeça e levar essa vida medíocre, idiota, acreditando que esse penar é estar com Cristo, que Jesus sofreu – sofreu tanto, sofreu tanto, sofreu tanto… Aliás, isso é lembrado todos os dias nas pregações – você sabe que qualquer mentira repetida milhares de vezes – em filmes, em propagandas ou panfletos – se torna “verdade” e, por mais que você sofra para sobreviver, o seu racional vai sempre achar que Cristo sofreu muito mais. E você, mesmo sofrendo, sendo explorado, infeliz, tem de ser tolerante, tem de ser humilde, tem de ser benevolente e ainda tem a obrigação de estar feliz.

Sêneca “A religião é considerada verdade pelas pessoas comuns, mentira pelos sábios e útil para os governantes”.

Trecho extraído do livro: “Realizo, logo Sou” de Mino de Oliveira.

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